É repetitivo e a repetição chega a ser irritante. Há muito tempo, muita gente fala nisso, só que nesse domingo, passou de qualquer limite aceitável. Estádio com capacidade oficial para cerca de 25 mil pessoas (já vi jogo no Palestra com 39 mil pessoas, e não tinha a arquibancada nova e nem aquela emenda com a numerada descoberta - ok, até aqui, coisas da PM) e uma tarde/noite com público pagante de 15 mil. Preço do ingresso: R$ 30,00, o mais caro do Brasil!
Diante desse cenário, gostaria de saber se alguém responsável pelo setor de arrecadação já tem em mãos um relatório/dossiê sobre a operação da venda de ingressos de SE Palmeiras x EC Náutico Capibaribe? Quem do Palmeiras pode cobrar isso da BWA, já que lá no clube a única coisa que dizem é: "quem vende os ingressos é a BWA"?
Pois bem, nesse relatório deveria constar, obrigatoriamente:
1) Qual horário as bilheterias abriram;
2) Quantos guichês operaram (fundamental);
3) Se os ingressos eram impressos na hora, ou se havia uma carga pré-impressa;
4) Qual o tempo médio de venda de cada bilhete;
Agora pensando macro e falando sobre o contrato entre as partes, surgem outras dúvidas:
1) Qual a duração?
2) Qual o valor da multa de rescisão?
3) Pode ser rescindido unilateralmente pelo Palmeiras, em função da péssima qualidade dos serviços prestados?
4) O Palmeiras deve algum valor à BWA em função de adiantamento de receita feito pela empresa?
Bem, talvez eu não tenha direito a esses questionamentos, muito menos a ter acesso a essas informações. Coisa pra gente grande (né, Sr. Ebem)? Então, como um singelo associado do clube (cerca de 04 anos) e um humilde torcedor (entre 700 a 800 jogos no cimento da arquibancada, pagando TODOS os ingressos), fica o meu desabafo diante de uma cena que de tão freqüente e corriqueira passou a ser tolerada e encarada como...normal. Refiro-me ao caótico movimento para a venda de ingressos no Estádio Palestra Itália, em todos os jogos do Palmeiras, independentemente do público apresentado. Não, não vou falar aqui de finais de campeonato, esses jogos são fora da curva.
Parece-me que a TV Gazeta apurou que nesse domingo, o último torcedor conseguiu entrar no estádio aos 31mins do segundo tempo. Que tenha sido um pouco antes. Era de comover a fila de palmeirenses (inúmeras crianças) na porta do Palestra às 18hs. E também a de associados (cerca de 40, eu fotografei), dentro do Clube, onde havia um único guichê. Ah, e ninguém sabia onde o sócio-torcedor do Onda Verde poderia adquirir o seu ingresso com a exclusividade prometida na venda do programa.
Querem mais?
- Às 16h30, a bilheteria de associados não tinha ingresso disponível para entrar pela Turiassu (detalhe, pra quem não conhece: o guichê fica a 10 metros da entrada, mas eles acham bacana que você compre e vá até a Av. Francisco Matarazzo).
- Às 18h30, não tinha ingresso de estudante na bilheteria de associados. Fui orientado a aguardar. Ué, já tinha 10 minutos de bola em jogo
- Às 18h20 fecharam o acesso dos associados ao Estádio. Comprei o ingresso e precisei sair do Clube pra entrar (ó raios, será que o trator está no gramado?)
Chega, né? Não dá vontade de desistir? Mas fica a esperança de dias melhores, pois o torcedor palmeirense merece muito, mas muito mais respeito e também porque ainda tem gente lá dentro em que dá pra se acreditar.